quinta-feira, 25 de junho de 2009

Alunos fazem trabalho voluntário na África

Em 17 dias de pregação, 368 batizados. O trabalho voluntário em Moçambique, realizado por nove alunos de Teologia do IAENE e um professor, foi um sucesso. Pela primeira vez a ShareHim, um projeto norte-americano, escolheu iaenenses para dedicar suas férias ao evangelismo além mar. Eles saíram do Brasil com o frio na barriga para as 8 horas de viagem pelo atlântico rumo a África do Sul, dia 25 de junho. A maior parte nunca havia saído do país e, claro, que aproveitaram a oportunidade para conhecer alguns lugares turísticos de Joenesburgo (capital), como a casa de Nelson Mandela, um Parque de Leões, entre outros. Passados os dias de turistas, chegou a hora do trabalho. Em Moçambique, um país que ficou em guerra por 30 anos, a realidade é bem diferente. A pobreza fica evidente. Lá uma garrafa de água mineral é artigo de luxo. Apesar dos recursos escassos o povo tem alegria de sobra, foi o comentário mais frequente entre os entrevistados. Para Péricles de Almeida (4º SALT) “a alegria deles é vibrante”. Comemorando aniversário em Moçambique Um dos integrantes do grupo comemorou seu aniversário no período em que estiveram lá. Eliandro Niderstrasser (3º SALT) conta como foi: “As mulheres entraram pelo corredor central de igreja cantando. Ao chegarem até mim, me envolveram com uma capulana - tecido que é utilizado como saia, só pelas mulheres (ele sorri). No dia da despedida fizeram um bolo. Disseram assim: “Pastor, fizemos um banquete para o senhor. Sabemos que um banquete no seu país não é isso, mas aqui é o que podemos oferecer”. Eles serviram arroz, feijão, alface e um peixe. Também compraram 6 refrigerantes de 300 ml. O bolo, do tamanho de uma forma redonda, foi dividida em 4 partes. Me deram um quarto “Esse é só para o senhor”, e o restante dividiram entre 200 pessoas. Lá você não pode recusar o que te oferecem, é uma ofensa”. Emocionado com tanto desprendimento disse: “Essa experiência transcultural me ajudou a valorizar os relacionamentos, lá as pessoas se doam”. Significado da Experiência O pastor Aguinaldo Guimarães, professor do Teológico, que acompanhou e trabalhou juntamente com o grupo, comenta a experiência de pregar em outra cultura: “O que mais me marcou foi ver como o Evangelho não tem uma cultura específica, como ele é supracultural e relevante em todas as culturas. Ver como princípios são imutáveis e penetram todas as culturas, e como é possível viver tais princípios dentro de seu próprio contexto. Dessa forma todos somos irmãos e membros da família celestial”. A experiência foi muito gratificante para Bruno, Daniel, Eliandro, Everaldo, John Kennedy, Moisés, Ney, Péricles e Wallace. Muito mais do que conseguiram oferecer foi o que eles receberam. As palavras do pastor Aguinaldo resumem o sentimento coletivo: “Vivenciar uma experiência de pregação do evangelho em terras além mar sempre foi um sonho. Para mim foi muito marcante, de fato quem mais ganhou com essa experiência não foram os moçambicanos, fui eu”.